Reclassificação de equipamentos contaminados com PCB

Reclassificação de equipamentos contaminados com PCB

O serviço de reclassificação de equipamentos contaminados com PCB é indicado quando realiza-se o inventário dos equipamentos da empresa. O inventário é o ensaio de teor de PCB, o qual determina que transformadores que tenham teor de PCB maior que 50 sejam considerados, de acordo com a NBR 371, equipamentos contaminados com PCB. Assim, não são somente considerados contaminados como também são classificados como equipamentos contaminados por PCB.

O que fazer com equipamentos classificados como contaminados por PCB?

A opção que a norma NBR 371 nos dá, nestes casos, é a destinação do equipamento todo para uma empresa licenciada que faça o destino final deste por completo. Assim, ao destinar o equipamento, a empresa fornecerá um certificado de destino de todo o equipamento, o que significa a perda do mesmo e um gasto de dinheiro para poder realizar esse serviço além do alto custo na aquisição de um equipamento novo (caso o mesmo esteja em operação).

A segunda opção é fazer a reclassificação desse equipamento através de uma empresa especializada e licenciada, fazendo a substituição do fluído isolante do equipamento, contanto que, após 90 dias da execução desse serviço, seja retirada uma amostra dele e submetida ao ensaio de teor de PCB e, caso o valor seja menor do que 50, será considerado como não PCB, ou seja, ele foi reclassificado.

A Trafocare tem efetuado bastante esse serviço, porque a grande vantagem é a reutilização do equipamento sem a necessidade de destinar o equipamento todo, além de ter um ganho financeiro e técnico muito grande, pois, uma vez que o equipamento é mandado para destino, é necessário colocar um novo no lugar.

Dessa maneira, essa é uma ótima opção para solucionar o problema dos equipamentos classificados como contaminados por PCB, o que é feito na planta do cliente.

Como funciona o procedimento?

Uma vez que o equipamento foi identificado como contaminado por PCB através da análise de óleo feita seguindo a NBR 13882 (ensaio teor PCB), o cliente contrata a Trafocare, que realize uma análise minuciosa das condições físicas do local onde o equipamento se encontra e desenvolve um plano de segurança do trabalho, pois esse trabalho envolverá um equipamento contaminado por PCB.

Existe uma norma para a realização desse procedimento: a NBR 371, que determina quais são os critérios de manuseio, pois o mesmo deve ser realizado dentro de normas rígidas de segurança, uma vez que o trabalho envolve o óleo mineral isolante contaminado com PCB, considerado um resíduo perigoso.

Após a realização da análise e do plano de segurança, o serviço pode ser executado, momento em que uma equipe especializada e treinada pela Trafocare vai até o local de instalação do equipamento e faz a drenagem do fluído contaminado com equipamentos especiais (EPIs especiais como macacão de tyvek, bota, máscara respiradora) para os resíduos encontrados.

Assim, é feita a drenagem do óleo para tambores especiais, sendo rotulado de acordo com a NBR 371. Em seguida, o fluido é transportado por uma transportadora autorizada licenciada especificamente para este fim, devidamente cadastrada no IBAMA e enviado para uma empresa licenciada para receber e destinar esse resíduo. No caso da Trafocare, a empresa parceira é a TECORI – Tecnologia de Resíduos Industriais situada em Pindamonhangaba/SP. Ressalta-se que óleo contaminado e drenado é destinado a uma empresa licenciada, o que faz parte de um procedimento obrigatório.  É importante salientar que a TRAFOCARE somente utiliza transportadoras que estão rigorosamente dentro das especificações do CONAMA para poder fazer esse transporte, isto é, o transporte de produto perigoso; e a TECORI somente recebe o resíduo se os documentos exigidos pela legislação estejam devidamente preenchidos, tais como MTR, etc.

Informação importante: caso a empresa prestadora de serviço de reclassificação não utilize transportadoras licenciadas, o cliente/contratante é corresponsável por eventuais acidentes e/ou descumprimento da legislação vigente.

Depois de retirado e dado o destino correto ao óleo, a equipe da Trafocare faz uma limpeza interna com óleo mineral isolante novo – processo chamado de limpeza e descontaminação interna que consiste na recirculação de cerca de 20% do volume total do óleo do transformador, ou seja, 20% de óleo novo é “recirculado” no equipamento. Este óleo é também, tal como o óleo contaminado, destinado a parceira Tecori.

Finalmente, o transformador é preenchido com óleo novo, ainda com os trabalhadores da equipe protegidos com os EPIs específicos, e, em seguida, realizado um tratamento termo vácuo para filtrar e desidratar o óleo que ficará no transformador.  É feita, ainda, a coleta de uma amostra para envio ao laboratório e a retirada de todos os EPIs utilizados.

Cabe ressaltar que todo o procedimento, do início ao fim, é executado após o isolamento da área com fitas apropriadas e da impermeabilização do local por uma manta preta totalmente impermeável, evitando acidentes e respingos do fluído contaminado no solo ou no chão, evitando, assim, consequências desastrosas.

Finalizando o serviço, os tambores são colocados em locais adequados, a lona preta impermeável é removida, todos os EPIs são recolhidos e colocados nos tambores que também vão para o destino final na TECORI. Ou seja, todo o resíduo gerado no processo deve ser destinado para uma empresa licenciada, sendo que o cliente/ contratante fique com resíduo Zero em suas instalações.

Esse serviço se assemelha ao processo de substituição de óleo isolante que a Trafocare faz quando o óleo já está oxidado e é necessária sua substituição, porém, a diferença consiste no cuidado ambiental como, por exemplo, a colocação da lona preta em toda a área de execução do serviço e a utilização dos EPIs específicos para o trabalho com resíduos.

Emissão do certificado de destinação final do óleo contaminado com PCB / comprovação de reclassificação do equipamento.

Importante salientar que este serviço somente é considerado finalizado com a emissão de 02 documentos imprescindíveis para comprovação junto ao órgão ambiental da reclassificação do equipamento bem como destino correto do resíduo perigoso (óleo contaminado com PCB):

  • Certificado de Destinação final do óleo contaminado emitido pela TECORI;
  • Laudo de análise do óleo coletada do equipamento após no mínimo 90 dias decorridos da execução, apresentando teor de PCB < 50 mg/kg pela norma NBR- 13.882.

Saiba mais sobre serviços e manutenção de transformadores elétricos em: https://trafocare.com.br/.

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