Trafocare e Análise de Teor de PCB

O que é PCB?

O PCB é a abreviação de um composto químico chamado bifenilas policloradas (do inglês polychlorinated biphenyl). Ele é um produto sintético desenvolvido em meados da década de 50 para ser utilizado, principalmente, como fluido isolante elétrico, além de outras utilidades. Seu nome popular é Ascarel, ou seja, o seu nome comercial. Quimicamente, é um policlorado, sendo sua principal desvantagem a biodegradabilidade, isto é, ele não é biodegradável.

Por que ele foi desenvolvido e utilizado em transformadores como fluído elétrico?

O PCB possui uma excelente resistência química. Como ele não é biodegradável, ele não oxida, ou seja, não envelhece. Sua principal característica é a resistência ao fogo. Ele foi desenvolvido para ser colocado em transformadores em que a resistência ao fogo é uma característica muito importante, por exemplo, shopping centers, hospitais, metrôs, fábricas de automóveis e outros locais de grande circulação de pessoas.

Quando o transformador é preenchido com óleo mineral, em caso de incêndios, o risco de afetar as pessoas é muito maior, além disso, há maiores riscos de explosão. Já o PCB, é mais seguro, pois não existe riscos de incêndios ou explosões.

Desvantagens do PCB / Legislação Brasileira Vigente

Como dito, o PCB não é biodegradável. Ele é considerado um dos Produtos Orgânicos Persistentes (POPs), que é uma das classificações de resíduos. Assim, o PCB não se oxida, ou seja, não se modifica quimicamente.

Devido a esta classificação, sua fabricação, comercialização e utilização foi proibida no Brasil, através de um Portaria Interministerial (n° 19 de 29/01/81 ).

Também foi publicada a Instrução Normativa SEMA/STC/ CRS nº 1, de 10 de junho de 1983, que disciplina as condições de armazenamento e transporte de bifenilas policloradas (PCBs) e/ou resíduos contaminados com PCBs.

Finalmente em 2005 foi publicada a ABNT – NBR 8371 – Ascarel para Transformadores e capacitores – Características e Riscos.

Normas em relação ao PCB no Brasil

Um dos fluídos sintéticos mais utilizados no passado no Brasil e no mundo foi o PCB ou Ascarel, tanto em transformadores como capacitores, até a proibição de sua comercialização em 1981. Entretanto, existe uma contaminação cruzada já detectada e comprovada de outros fluidos isolantes com o PCB, sobretudo o óleo mineral que foi  causada por diversas fontes, tais como diluição, tratamento de óleo, serviços de reparo em oficinas, serviços de regeneração etc., e  por isso algumas vezes temos casos de óleo mineral contaminado com Ascarel.

Se o cliente tem equipamento elétrico com óleo mineral que este esteja contaminado com Ascarel há um grande problema, já que existe uma legislação que classifica o óleo ou resíduo de acordo com o teor de Ascarel – ABNT- NBR- 8371.

No entanto, vale ressaltar que isso não é um problema elétrico, visto que independente do teor de Ascarel, o transformador irá funcionar. Portanto, o óleo mineral contaminado com Ascarel é, na verdade, um problema ambiental.

Uma das normas mais importantes no que diz respeito ao PCB é a ABNT NBR 8371/2005, que descreve os ascaráveis para transformadores e capacitores, suas características e riscos, e estabelece orientações para seu manuseio, acondicionamento, rotulagem, armazenamento, transporte, procedimentos para equipamentos em operação e destinação final.

Análise de Teor de PCB

A norma brasileira que estabelece o método de ensaio para a Análise de PCB é a ABNT- NBR – 13.882    – Líquidos Isolantes Elétricos – Determinação de Bifenilas Policloradas (PCB).

Este é um ensaio específico feito no fluído isolante, no qual se determina a quantidade de PCB contida neste fluido.

Classificação do resíduo (Fluído e Equipamento quanto ao Teor de PCB)

Uma das normas mais importantes no que diz respeito ao PCB é a ABNT NBR 8371/2005, que descreve os ascaráveis para transformadores e capacitores, suas características e riscos, e estabelece orientações para seu manuseio, acondicionamento, rotulagem, armazenamento, transporte, procedimentos para equipamentos em operação e destinação final.

Assim, segundo esta norma o resíduo (fluído/equipamento) pode ser classificado em 03 classes distintas, sempre quando submetido ao método de ensaio da ABNT NBR 13882/2018 (Líquidos isolantes elétricos – Determinação do teor de bifenilas policloradas):

  • Isento: Se o valor reportado for menor que 2 mg/ kg de PCB;
  • Não PCB: Se o valor reportado for maior que 2 mg/kg e menor que 50 mg/kg de PCB;
  • Contaminado com PCB: Se o valor reportado for maior que 50 mg/kg e menor que 500 mg/kg de PCB;
  • PCB puro: Se o valor reportado for maior que 500 mg/kg de PCB.

Atualmente, no Estado de São Paulo, existe a lei estadual 12.288/2006 que Dispõe sobre a eliminação controlada dos PCBs e dos seus resíduos, a descontaminação e da eliminação de transformadores, capacitores e demais equipamento elétricos que contenham PCBs, e dá providências correlatas.

Assim, a análise de teor de PCB é necessária para realizar o inventário dos equipamentos imersos em óleo e sua classificação quanto ao teor de PCB. Em seguida, deve-se realizar um planejamento para atender a destinação final dos equipamentos classificados “Contaminados com PCB e PCB puro“ – segundo a legislação estadual/federal.

Uma nova análise é exigida toda vez que se realizar qualquer tipo de intervenção no óleo isolante, após a realização do inventário.

Destinação final do Resíduo – (Fluído e Equipamento) após classificação.

  • Isento: Se o valor reportado for menor que 2 mg/ kg de PCB; Tanto Fluido como o equipamento podem sofrer intervenção /manutenção sem restrições. E podem ser destinados sem restrições;
  • Não PCB: Se o valor reportado for maior que 2 mg/kg e menor que 50 mg/kg de PCB; Tanto Fluido como o equipamento podem sofrer intervenção /manutenção sem restrições. E podem ser destinados sem restrições;
  • Contaminado com PCB: Se o valor reportado for maior que 50 mg/kg e menor que 500mg/kg de PCB; Equipamento pode sofrer intervenção / manutenção, com as restrições previstas em norma e devendo obrigatoriamente quando retirado de operação, sofrer o processo de RECLASSIFICAÇÃO ou ser destinado para planta industrial  licenciada para este fim.
  • PCB puro: Se o valor reportado for maior que 500 mg/kg de PCB; Equipamento e óleo não podem sofrer qualquer intervenção / manutenção, devendo obrigatoriamente quando retirado de operação, ser destinado para planta devidamente licenciada para este fim.

Serviço de Reclassificação de Equipamentos

Em casos, onde o equipamento foi classificado como “Contaminado dom PCB“, porém em condições de operação, existe uma alternativa ao destino final (destruição) que é muito mais vantajosa com excelente custo/ beneficio: a reclassificação.

Neste processo, estes equipamentos poderão ser reclassificados para a condição de “equipamentos elétricos não PCB”, através da descontaminação da parte ativa e substituição do óleo isolante. A eficiência do processo de reclassificação será comprovada através da determinação do teor de PCB no fluído isolante, devendo ser menor ou igual a 50 mg/kg, quando ensaiado conforme ABNT- NBR- 13.882,  após no mínimo 90 dias de operação do equipamento em carga após o processo de reclassificação. O óleo contaminado retirado deverá ser destinado em plantas licenciadas para a destinação de resíduos de PCB líquidos.

A TRAFOCARE possui grande experiencia e know-how na execução deste serviço.

Por fim, é fundamental assinalar que o Brasil é signatário do protocolo de Estocolmo, onde se comprometeu a  eliminar todos os POPs, incluindo o PCB até 2.028, sendo que  temos em tramite uma resolução do CONAMA- IBAMA, além de um PL Federal que deve regulamentar os procedimentos para atendimento a tal resolução.

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A Trafocare oferece diversos canais de comunicação para propiciar maior conforto e praticidade aos seus clientes. Entre em contato pelo telefone (019) 4042-1717 ou pelo e-mail contato@trafocare.com.br. Para conhecer mais os serviços da Trafocare, entre eles, a Análise de Teor de PCB, visite o site:

 

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